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domingo, 7 de setembro de 2008

Casamento no Senhor



Rev. Angus Stewart
Tradução: Mateus Mota


1 Coríntios 7:39 ordena que se um cristão for se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los, pois o propósito do namoro é verificar se é a vontade de Deus que você se case com aquela pessoa. O pecado de cristãos professos namorando e se casando com incrédulos levou à apostasia da igreja existente antes do dilúvio e à destruição do mundo antigo pelo dilúvio (Gênesis 6:1-2)! Desobedecer ao mandamento de Deus casando-se (ou namorando) um não-cristão é uma das diversas maneiras pelas quais um(a) filho(a) de Deus coloca sobre seus ombros (o doloroso) jugo desigual: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14). Dessa forma, diz a Confissão de Fé de Westminster: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas” (XXIV:III).

Mas e se alguém for salvo após ter se casado, e Deus não tiver convertido a outra parte, seja esposo ou esposa; ou, o que dizer se um cristão se casar, pecando, com um incrédulo? Isso significa que eles deveriam se divorciar? Não! “Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo e este consente em viver com ela, não deixe o marido” (1 Coríntios 7:12-13). Os cristãos devem se casar apenas com outros cristãos piedosos e ortodoxos. Além do mais, se Paulo roga aos seus irmãos coríntios “pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo” que eles falem a mesma coisa, e estejam perfeitamente unidos em uma só mente e parecer, a fim de que não houvesse divisões entre eles (1 Coríntios 1:10), quão muito mais isso não se aplica a dois crentes que estão considerando se tornarem uma só carne pelo matrimônio? Certamente, não deve haver divisões entre eles! Sem dúvida, eles devem falar a mesma coisa e ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer!

Dois cristãos que estão contemplando o casamento devem ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer sobre a natureza do próprio casamento (união de duas pessoas “até que a morte nos separe”), os papéis de cada um no casamento (maridos como líderes amorosos e esposas como auxiliadoras submissas, assim refletindo o relacionamento de Cristo para com a Igreja), e os propósitos do casamento (companheirismo íntimo e auxílio mútuo, criar crianças santas, e evitar a fornicação). Eles devem, também, e obviamente, ter a mesma disposição mental e o mesmo parecer no que diz respeito à doutrina bíblica, conforme ela está resumida nas confissões Reformadas.

Mas há outra forma de considerar a unidade requerida para o casamento “somente no Senhor” (7:39). Somos ensinados por esse versículo que devemos nos casar apenas com outra pessoa que confesse e viva sob o senhorio de Jesus Cristo – seu governo e senhorio soberanos de todas as coisas. Cristo é Senhor da criação. Acaso seria casar “somente no Senhor” se unir a um “teísta evolucionista” ou um “criacionista progressivo? Tal pessoa nega o senhorio de Cristo, como aquele por meio de quem foram feitas todas as coisas nos céus e na terra num espaço de seis dias, porque ela se compromete com o evolucionismo. Cristo é o Senhor da história, como soberano governador de todas as coisas, mesmo do pecado e catástrofes e o anticristo, segundo o eterno decreto de Deus (Efésios 1:11). Acaso seu namorado ou namorada crê nisso? Cristo é o Senhor da redenção, morrendo na cruz para purgar os pecados de Seu povo (Mateus 1:21), Seu rebanho (João 10:15), Sua semente (Isaías 53:10) e Sua igreja (Efésios 5:25) – e não os pecados dos bodes (Mateus 25:33), nem os da descendência da serpente (Gênesis 3:15), nem da sinagoga de Satanás (Apocalipse 3:9). Cristo é o Senhor da eleição e da reprovação (Romanos 9), da regeneração (João 3:8; Tiago 1:18), do chamado, da justificação, da adoção e da glorificação (Romanos 8:30).

Como pode alguém que recebeu a verdade da soberana graça ser “inteiramente unida, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10) com alguém que faz a salvação de Deus depender do “livre-arbítrio” do pecador? Cristo é o Senhor da igreja, como o seu único redentor, cabeça e rei. A sua vontade, nas Escrituras, deve determinar a doutrina da igreja, seus sacramentos, disciplina, adoração e governo, e não os sentimentos dos homens, a cultura moderna ou as tradições antigas. Cristo é o Senhor da aliança, estabelecendo-a não apenas com os crentes, mas também com a sua semente eleita (Romanos 9:6-13), e ordenando o batismo das crianças desses crentes (Gênesis 17:7; Atos 2:39; 16:14-15; Colossenses 2:11-12).

Cristo é o Senhor também do todo de nossas vidas: corpo e alma; trabalho e descanso; família, lar, filhos e amizades, etc. Ele é nosso senhor e nós somos sua propriedade, de maneira que nossas habilidades, nosso tempo e possessões devem se colocar a seu serviço – no namoro e no casamento igualmente!
Assim, os cristãos devem se casar (e namorar) crentes ortodoxos no temor de Jeová, buscando agradar a Cristo e em todo tempo submeter-se ao seu senhorio e honrá-lo. Tais casamentos glorificam a Deus, fortalecem a igreja e resultam em lares cristãos sólidos… e esposas felizes e contentes (Salmos 127-128)!

Fonte: http://www.cprf.co.uk/
Extraído do site: www.monergismo.com

terça-feira, 22 de maio de 2007

Criei meus filhos na igreja

Pr. João Falcão Sobrinho
Maria Amaro era uma piedosa senhora, piedosa e sábia, membro da Igreja Batista de Barão Taquara. Certa vez, conforme testemunho da irmã Josefa Pereira, dona Maria Amaro assim se expressou em um culto de oração:

- Eu não quero mais ouvir as irmãs que têm filhos afastados da igreja dizerem: Criei meus filhos na igreja e agora eles estão no mundo. Igreja não é lugar para criar os filhos. Filhos, a gente cria em casa.

Tinha razão, toda razão, dona Maria Amaro. Muitos crentes acharam que levar seus filhos à igreja era suficiente para que eles se tornassem bons crentes. Terceirizavam a educação cristã das suas crianças entregando-as à responsabilidade da igreja. Não lhes ensinaram a Bíblia em casa, não os iniciaram na fé cristã pelo exemplo e pela oração, antes viviam em casa de modo oposto ao que era ensinado na igreja, não demonstraram, pela sua fidelidade na mordomia, a prioridade do Reino de Deus em suas vidas.
Os filhos se afastaram da igreja por não terem conhecido, pessoalmente, em casa, o Senhor da Igreja. É impressionante o número de filhos de crentes, inclusive de líderes, diáconos e pastores que estão no mundo, não apenas fora da igreja, mas até hostis à igreja e ao próprio Cristo. As causas são sempre as mesmas. Ao contrário, os crentes que procuraram dar bom testemunho dentro do lar, que resistiram às tentações da maledicência e da murmuração, que foram leais em sua mordomia, que oraram e estudaram a Bíblia com seus pequeninos, que confiaram na graça de Jesus, hoje têm a alegria de ver seus filhos não apenas salvos, mas integrados na vida cristã e na igreja.

As influências negativas do mundo através da mídia, das más companhias e até da escola, tendem a afastar os adolescentes e os jovens da igreja. Por isso a família deve ser um refúgio, uma força moral maior que as influências de fora. É preciso que os pais convivam o máximo que puderem com seus filhos, que tenham diálogo franco e sincero com eles, que os acompanhem com suas mais fervorosas orações, que lhes ensinem a Palavra de Deus em casa desde quando eles são pequeninos. A Bíblia diz que “a oração do justo pode muito em seus efeitos”. Isso é verdade, especialmente em relação às orações dos pais pelos seus filhos. Se você está triste por ver seus filhos fora da igreja, que fazer? Será que não tem mais jeito? Tem jeito sim:

1- Dobre seus joelhos, derrame suas lágrimas diante do Trono de Deus, confiando na graça de Deus e não nas orações suas ou de outros. A graça de Deus alcançará seus filhos não importa para que terra distante tenham eles se afastado.

2- Nas suas orações, indague a Deus que mudanças Deus precisa fazer em você mesmo antes de mudar alguma coisa em seu filho. Provavelmente, haverá alguma coisa que Deus precisará mudar em você antes de ouvir suas orações por uma mudança em seu filho. Se Deus lhe mostrar que você cometeu falhas, peça perdão a Deus. Se suas falhas prejudicaram seus filhos, peça perdão também a eles. Talvez seja esta a parte mais difícil do processo, mas não desanime. Humilhe-se diante de Deus e o Senhor não deixará de responder às suas súplicas.

3- Não procure culpados pela situação dos seus filhos. Procure e ache a misericórdia de Deus por você mesmo, por seu cônjuge, por seu filho e por aqueles que você considera culpados por estarem seus filhos fora da igreja.

4- Cultive uma atitude positiva em relação à igreja e ao seu ministério. Não seja um crítico . Seja um intercessor.

5- Caso o seu cônjuge não seja crente, ou seja um crente fraco, um mau exemplo, nem por isso Deus deixará de ouvir suas súplicas. Você pode neutralizar a influencia negativa desse cônjuge através do poder da sua oração.

Tome para si a promessa de 2Crônicas 7.14, entendendo que, onde o texto diz: “sararei a sua terra”, você bem pode colocar “sararei a sua casa”. Cumpra as condições da primeira parte da promessa e Deus fará o que ali lhe promete.

Pr. João Falcão Sobrinho
(O Jornal Batista - 18/3/07)
Extraído do site www.pibbvc.com.br